O retrato
O retrato pedindo água...
Na estática Constancia da morte...
Sobre as grades de um horizonte,
Perdido numa janela falsa.
Pede-me ajuda,
Um flerte, uma palavra...
Mas, triste se retrai, se castiga.
Mostrando um riso doente,
Olha-me,
Pede-me,
Consola-me.
Às vezes, só eu e ele, e as horas...
Que não se comove ao ver em minha face,
Mais uma ruga que nasce.
No silêncio de quem já não está livre
Ouço uma súplica,
Mas não entendo sua língua...
Em foco,
Somente uma lembrança sobrevive:
Do ontem, que era par,
Do hoje, que agora é impar.
Vou amando... Vou vivendo... Vou sonhando... Vou esquecendo... Vou morrendo... Vou acordando... Escrevendo a linha dos meus sonhos... Na bainha da saia da alegria... Nos botões da camisa da poesia... Não me furem a língua, não me arranquem os olhos, não me calem os ouvidos... Porque Amo... Porque reclamo... Porque declamo... Minha fúria... Minha calma... No divã dos versos... No cálice da alma... E na música das minhas veias... Que arpeja... A voz de Deus em mim!"
Quem sou eu
- Marisa ZPS Poesias e versos
- SOU BRASILEIRA, SENSÍVEL E UMA PESSOA DE MUITA FÉ. (Sincronismo) Você pode bailar... Mover seu corpo em aspirais, Se transformar... Ser como o vento, Alastrar seu encanto, Sem danificar seu corpo. Você pode voar... Através dos teus sonhos, Levedar pelo ar. Como um pássaro viajar, Sem sair do lugar. Você pode bailar... Ouvindo o som do seu próprio canto, (Ou ser como o tordo dos remedos), Imitando outros cantos. Você pode sincronizar teus passos Ao encontro dos teus anseios... (Cada um tem seus próprios meios). Você pode decolar com passos leves, Saltitando... A felicidade é o teu chão, Teu cérulo palco de luz! Mesmo que não haja nenhum som... É possível malear a aflição, Basta querer sorrir... Mesmo que a vida lhe diga não. A verdadeira bailarina nunca desanima, Somente troca as sapatilhas.
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