Quem sou eu

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SOU BRASILEIRA, SENSÍVEL E UMA PESSOA DE MUITA FÉ. (Sincronismo) Você pode bailar... Mover seu corpo em aspirais, Se transformar... Ser como o vento, Alastrar seu encanto, Sem danificar seu corpo. Você pode voar... Através dos teus sonhos, Levedar pelo ar. Como um pássaro viajar, Sem sair do lugar. Você pode bailar... Ouvindo o som do seu próprio canto, (Ou ser como o tordo dos remedos), Imitando outros cantos. Você pode sincronizar teus passos Ao encontro dos teus anseios... (Cada um tem seus próprios meios). Você pode decolar com passos leves, Saltitando... A felicidade é o teu chão, Teu cérulo palco de luz! Mesmo que não haja nenhum som... É possível malear a aflição, Basta querer sorrir... Mesmo que a vida lhe diga não. A verdadeira bailarina nunca desanima, Somente troca as sapatilhas.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

AURORA

Aurora







Aonde vai minha aurora...


De asas e mandíbulas novas,


Num riso complexo e preciso...


No fulgor de um orvalho que chora?






Aonde estende teu manto,


Teu álacre vestígio de luz


De braços abertos e constantes


Num novo raio seduz...






Na doçura de um olhar de encanto


Expulsando o perfume das flores...


No hálito puro das manhãs


No berço da terra nômade...






Que galopa na poeira rasante,


Das folhas secas e mutantes...


Gorjeia minha voz mirante...


Brami meus versos nus...






Vai, incendeia, rasga o dia...


Na alva das pétalas das virgens...


No perfume dos jasmins...


Apossa-te do lagar da brisa...


Que voeja no sussurro dos anjos...






Estarei parado no tempo...


Ao menos por um silencio...


A beber teu esplendor!


Poesia Marisa ZPS.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

SE

Se...







Se pudéssemos contar os grãos de areia do mar...


Os litros de água das lágrimas ainda a derramar...


As palavras soletradas pelos segundos das horas...


Os pensamentos guardados no arquivo do pensamento...


Há... De haver um lugar...


Para demolir o sofrimento...


Ferramentas guardadas a seres trabalhadas...


Feridas atadas com o doce dos porquês...


Sonhos rasgados e costurados encontros...


Adiados e reconstituídos...


Se pudéssemos aceitar-nos... Como somos...


Haveria uma luz florescente nos fundo do túnel...


Uma cicatriz que pudesse se apagar num único riso...


Uma esperança nas cartas da manga...


Se pudéssemos inventar... Um caminho novo para amar...


Sem atropelar as dúvidas... Seria possível desenhar...


Um perfume novo... Um abraço que quebrasse...


Da solidão os ossos... Mas somos humanos...


Ainda pequenos diante da grandiosidade do oceano...


Navegantes alunos com a certeza absoluta...


De que devemos insistir... Na batalha inexorável...


Que é continuar! E nos alegrarmos com a nova brisa do amanhã...


Com as vírgulas, com os pingos nos is...


E nos reconhecermos... No espelho do amadurecimento...


Seriamos como o orvalho, que mesmo dissipando...


Tem seu lugar no espaço... Seriamos realizados...


E muito mais feliz!


Poesia: Marisa ZPS

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

SOBRE O TAPETE

Sobre o tapete...







Hoje estou só...


Junto ao chinelo sobre o tapete


Descalça e sem medo


Da escuridão


Hoje estou só


Sem o peso da razão


Em meu pensamento


Somente o silencio


E o som do vento


A babujar


Somente eu e os sonhos


Dando-nos as mãos


Rindo de nossos erros


Fazendo cócegas nos segredos


Hoje eu me esqueci


Aqui deitada sobre o tapete


Com a luz apagada e sem presa nenhuma


De acordar...


Mas de repente, sobre mim...


Cai um pingo de você.