Aurora
Aonde vai minha aurora...
De asas e mandíbulas novas,
Num riso complexo e preciso...
No fulgor de um orvalho que chora?
Aonde estende teu manto,
Teu álacre vestígio de luz
De braços abertos e constantes
Num novo raio seduz...
Na doçura de um olhar de encanto
Expulsando o perfume das flores...
No hálito puro das manhãs
No berço da terra nômade...
Que galopa na poeira rasante,
Das folhas secas e mutantes...
Gorjeia minha voz mirante...
Brami meus versos nus...
Vai, incendeia, rasga o dia...
Na alva das pétalas das virgens...
No perfume dos jasmins...
Apossa-te do lagar da brisa...
Que voeja no sussurro dos anjos...
Estarei parado no tempo...
Ao menos por um silencio...
A beber teu esplendor!
Poesia Marisa ZPS.
Vou amando... Vou vivendo... Vou sonhando... Vou esquecendo... Vou morrendo... Vou acordando... Escrevendo a linha dos meus sonhos... Na bainha da saia da alegria... Nos botões da camisa da poesia... Não me furem a língua, não me arranquem os olhos, não me calem os ouvidos... Porque Amo... Porque reclamo... Porque declamo... Minha fúria... Minha calma... No divã dos versos... No cálice da alma... E na música das minhas veias... Que arpeja... A voz de Deus em mim!"
Quem sou eu
- Marisa ZPS Poesias e versos
- SOU BRASILEIRA, SENSÍVEL E UMA PESSOA DE MUITA FÉ. (Sincronismo) Você pode bailar... Mover seu corpo em aspirais, Se transformar... Ser como o vento, Alastrar seu encanto, Sem danificar seu corpo. Você pode voar... Através dos teus sonhos, Levedar pelo ar. Como um pássaro viajar, Sem sair do lugar. Você pode bailar... Ouvindo o som do seu próprio canto, (Ou ser como o tordo dos remedos), Imitando outros cantos. Você pode sincronizar teus passos Ao encontro dos teus anseios... (Cada um tem seus próprios meios). Você pode decolar com passos leves, Saltitando... A felicidade é o teu chão, Teu cérulo palco de luz! Mesmo que não haja nenhum som... É possível malear a aflição, Basta querer sorrir... Mesmo que a vida lhe diga não. A verdadeira bailarina nunca desanima, Somente troca as sapatilhas.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
SE
Se...
Se pudéssemos contar os grãos de areia do mar...
Os litros de água das lágrimas ainda a derramar...
As palavras soletradas pelos segundos das horas...
Os pensamentos guardados no arquivo do pensamento...
Há... De haver um lugar...
Para demolir o sofrimento...
Ferramentas guardadas a seres trabalhadas...
Feridas atadas com o doce dos porquês...
Sonhos rasgados e costurados encontros...
Adiados e reconstituídos...
Se pudéssemos aceitar-nos... Como somos...
Haveria uma luz florescente nos fundo do túnel...
Uma cicatriz que pudesse se apagar num único riso...
Uma esperança nas cartas da manga...
Se pudéssemos inventar... Um caminho novo para amar...
Sem atropelar as dúvidas... Seria possível desenhar...
Um perfume novo... Um abraço que quebrasse...
Da solidão os ossos... Mas somos humanos...
Ainda pequenos diante da grandiosidade do oceano...
Navegantes alunos com a certeza absoluta...
De que devemos insistir... Na batalha inexorável...
Que é continuar! E nos alegrarmos com a nova brisa do amanhã...
Com as vírgulas, com os pingos nos is...
E nos reconhecermos... No espelho do amadurecimento...
Seriamos como o orvalho, que mesmo dissipando...
Tem seu lugar no espaço... Seriamos realizados...
E muito mais feliz!
Poesia: Marisa ZPS
Se pudéssemos contar os grãos de areia do mar...
Os litros de água das lágrimas ainda a derramar...
As palavras soletradas pelos segundos das horas...
Os pensamentos guardados no arquivo do pensamento...
Há... De haver um lugar...
Para demolir o sofrimento...
Ferramentas guardadas a seres trabalhadas...
Feridas atadas com o doce dos porquês...
Sonhos rasgados e costurados encontros...
Adiados e reconstituídos...
Se pudéssemos aceitar-nos... Como somos...
Haveria uma luz florescente nos fundo do túnel...
Uma cicatriz que pudesse se apagar num único riso...
Uma esperança nas cartas da manga...
Se pudéssemos inventar... Um caminho novo para amar...
Sem atropelar as dúvidas... Seria possível desenhar...
Um perfume novo... Um abraço que quebrasse...
Da solidão os ossos... Mas somos humanos...
Ainda pequenos diante da grandiosidade do oceano...
Navegantes alunos com a certeza absoluta...
De que devemos insistir... Na batalha inexorável...
Que é continuar! E nos alegrarmos com a nova brisa do amanhã...
Com as vírgulas, com os pingos nos is...
E nos reconhecermos... No espelho do amadurecimento...
Seriamos como o orvalho, que mesmo dissipando...
Tem seu lugar no espaço... Seriamos realizados...
E muito mais feliz!
Poesia: Marisa ZPS
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
SOBRE O TAPETE
Sobre o tapete...
Hoje estou só...
Junto ao chinelo sobre o tapete
Descalça e sem medo
Da escuridão
Hoje estou só
Sem o peso da razão
Em meu pensamento
Somente o silencio
E o som do vento
A babujar
Somente eu e os sonhos
Dando-nos as mãos
Rindo de nossos erros
Fazendo cócegas nos segredos
Hoje eu me esqueci
Aqui deitada sobre o tapete
Com a luz apagada e sem presa nenhuma
De acordar...
Mas de repente, sobre mim...
Cai um pingo de você.
Hoje estou só...
Junto ao chinelo sobre o tapete
Descalça e sem medo
Da escuridão
Hoje estou só
Sem o peso da razão
Em meu pensamento
Somente o silencio
E o som do vento
A babujar
Somente eu e os sonhos
Dando-nos as mãos
Rindo de nossos erros
Fazendo cócegas nos segredos
Hoje eu me esqueci
Aqui deitada sobre o tapete
Com a luz apagada e sem presa nenhuma
De acordar...
Mas de repente, sobre mim...
Cai um pingo de você.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
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