Diário de um deficiente auditivo
Fico imaginando um ruído...
Mas não faz sentido inventar um som
Tentar sentir as notas musicais...
Se eu ouço todos os acordes quando me convenço
De que posso dançar todos os movimentos
Sentir o vento, ler os pensamentos
Sentir vibrar o amor... Dentro de mim...
Tento entender o tempo, achar algum motivo
Pra ficar quieto...
Mas minha luta diária me faz mais humano...
Minha língua borbulha a fé...
Posso ler os lábios e sentir o pulsar de meu sangue
Meus movimentos me levam...
Á caminhos certos... Sinto a música vibrar dentro de mim...
Quando me entendes e não faz perguntas
Somente sentes o que te expresso
Num olhar ou num afago, cativa-me
Sou feliz por enxergar o universo, e conhecer as cores,
A pronúncia do dialeto é tão simples
Quando sinto o espírito de Deus em mim...
A dança das flores e o grito do vento me elevam
Nada me faz desistir.
Sou um pássaro ao rumo do ninho
Quando me deito não estou sozinho
Oro todo o alfabeto, tenho o maior dos privilégios
Nunca grito, minha voz é um hino...
Vertendo agradecimentos...
Guardo a paz em meus tímpanos e imagino:
_No céu deve ser assim!
Poesia: Marisa ZPS
*Direitos reservados
Vou amando... Vou vivendo... Vou sonhando... Vou esquecendo... Vou morrendo... Vou acordando... Escrevendo a linha dos meus sonhos... Na bainha da saia da alegria... Nos botões da camisa da poesia... Não me furem a língua, não me arranquem os olhos, não me calem os ouvidos... Porque Amo... Porque reclamo... Porque declamo... Minha fúria... Minha calma... No divã dos versos... No cálice da alma... E na música das minhas veias... Que arpeja... A voz de Deus em mim!"
Quem sou eu
- Marisa ZPS Poesias e versos
- SOU BRASILEIRA, SENSÍVEL E UMA PESSOA DE MUITA FÉ. (Sincronismo) Você pode bailar... Mover seu corpo em aspirais, Se transformar... Ser como o vento, Alastrar seu encanto, Sem danificar seu corpo. Você pode voar... Através dos teus sonhos, Levedar pelo ar. Como um pássaro viajar, Sem sair do lugar. Você pode bailar... Ouvindo o som do seu próprio canto, (Ou ser como o tordo dos remedos), Imitando outros cantos. Você pode sincronizar teus passos Ao encontro dos teus anseios... (Cada um tem seus próprios meios). Você pode decolar com passos leves, Saltitando... A felicidade é o teu chão, Teu cérulo palco de luz! Mesmo que não haja nenhum som... É possível malear a aflição, Basta querer sorrir... Mesmo que a vida lhe diga não. A verdadeira bailarina nunca desanima, Somente troca as sapatilhas.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
REFLEXÃO E POESIA
EXTINÇÃO
Hoje é difícil sentar por alguns minutos
Olhar para\o céu, relembrar que ele é azul...
Colher uma flor, sentir seu aroma
Hoje parece que o amanhecer tem pressa de anoitecer
As respirações transluzem rapidez
Os corações pulsam ambições
O canto dos pássaros se tornou parte da rotina
Não se observam mais as cores dos canários
E nos olhos, apenas o reflexo da glória...
Dorme o amor ao lado do ódio...
E nas faces, o despertar da procura
Onde se refugiou a humildade...
Talvez embaixo da liberdade das aves...
Hoje, é difícil crer que a natureza sustenta a vida
Pois nossas mãos atrevidas, á fere, á aniquila...
Quem se propõe a ser poeta,
Quem se submete a amar a vida...
Olhar para o céu e adotar uma ave...
Olhar para a terra e adotar uma fera ferida...
Nas faces, gargalhadas transbordam estafas,
Quem se prontifica a se alimentar de fé...
Buscar em Deus a cura,
Plantar a flor do amor nas avenidas...
Pausar para aprender com o horizonte
A ser insaciável e constante...
Despir-se do invólucro cego das histerias
Para inclinar o ouvido para escutar
O que a morte não pode falar...
O amanhã será o resultado do hoje,
Será a capacidade do jovem que envelheceu...
Somos os elos da corrente...
A espécie que ainda sobreviveu...
Poesia Marisa ZPS
Hoje é difícil sentar por alguns minutos
Olhar para\o céu, relembrar que ele é azul...
Colher uma flor, sentir seu aroma
Hoje parece que o amanhecer tem pressa de anoitecer
As respirações transluzem rapidez
Os corações pulsam ambições
O canto dos pássaros se tornou parte da rotina
Não se observam mais as cores dos canários
E nos olhos, apenas o reflexo da glória...
Dorme o amor ao lado do ódio...
E nas faces, o despertar da procura
Onde se refugiou a humildade...
Talvez embaixo da liberdade das aves...
Hoje, é difícil crer que a natureza sustenta a vida
Pois nossas mãos atrevidas, á fere, á aniquila...
Quem se propõe a ser poeta,
Quem se submete a amar a vida...
Olhar para o céu e adotar uma ave...
Olhar para a terra e adotar uma fera ferida...
Nas faces, gargalhadas transbordam estafas,
Quem se prontifica a se alimentar de fé...
Buscar em Deus a cura,
Plantar a flor do amor nas avenidas...
Pausar para aprender com o horizonte
A ser insaciável e constante...
Despir-se do invólucro cego das histerias
Para inclinar o ouvido para escutar
O que a morte não pode falar...
O amanhã será o resultado do hoje,
Será a capacidade do jovem que envelheceu...
Somos os elos da corrente...
A espécie que ainda sobreviveu...
Poesia Marisa ZPS
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