Quem sou eu

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SOU BRASILEIRA, SENSÍVEL E UMA PESSOA DE MUITA FÉ. (Sincronismo) Você pode bailar... Mover seu corpo em aspirais, Se transformar... Ser como o vento, Alastrar seu encanto, Sem danificar seu corpo. Você pode voar... Através dos teus sonhos, Levedar pelo ar. Como um pássaro viajar, Sem sair do lugar. Você pode bailar... Ouvindo o som do seu próprio canto, (Ou ser como o tordo dos remedos), Imitando outros cantos. Você pode sincronizar teus passos Ao encontro dos teus anseios... (Cada um tem seus próprios meios). Você pode decolar com passos leves, Saltitando... A felicidade é o teu chão, Teu cérulo palco de luz! Mesmo que não haja nenhum som... É possível malear a aflição, Basta querer sorrir... Mesmo que a vida lhe diga não. A verdadeira bailarina nunca desanima, Somente troca as sapatilhas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

REFLEXÃO E POESIA

EXTINÇÃO







Hoje é difícil sentar por alguns minutos


Olhar para\o céu, relembrar que ele é azul...


Colher uma flor, sentir seu aroma


Hoje parece que o amanhecer tem pressa de anoitecer


As respirações transluzem rapidez


Os corações pulsam ambições


O canto dos pássaros se tornou parte da rotina


Não se observam mais as cores dos canários


E nos olhos, apenas o reflexo da glória...


Dorme o amor ao lado do ódio...


E nas faces, o despertar da procura


Onde se refugiou a humildade...


Talvez embaixo da liberdade das aves...


Hoje, é difícil crer que a natureza sustenta a vida


Pois nossas mãos atrevidas, á fere, á aniquila...


Quem se propõe a ser poeta,


Quem se submete a amar a vida...


Olhar para o céu e adotar uma ave...


Olhar para a terra e adotar uma fera ferida...


Nas faces, gargalhadas transbordam estafas,


Quem se prontifica a se alimentar de fé...


Buscar em Deus a cura,


Plantar a flor do amor nas avenidas...


Pausar para aprender com o horizonte


A ser insaciável e constante...


Despir-se do invólucro cego das histerias


Para inclinar o ouvido para escutar


O que a morte não pode falar...


O amanhã será o resultado do hoje,


Será a capacidade do jovem que envelheceu...


Somos os elos da corrente...


A espécie que ainda sobreviveu...


Poesia Marisa ZPS

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